quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
É a Morte!
Despi o capote de lã
e a ferida abriu-se.
A cada segundo
escorre uma gota de sangue do coração...
A linha do horizonte escureceu!
O gelo que envolvia esta Terra quebrou-se,
deixando entrever-se
a noite
azul-escura e fria...
Rói-te dia! Corrói-te!
Que te vi ir...
Nem me olhaste
e foste-te!
Dia Negro,
Como aquele em que me lembro de mim...
Abertos os olhos
vai-se a ilusão
e ficas tu,
Morte
e Esperança de um novo começo!
Réstia
da vida que um dia foste,
pequeno rastilho
aguardando a chama...
Como aquela carta
que me esperava quando cheguei...
Luz de um final de dia
Calor de um inicio
daquilo que eu quiser!
O ciclo segue
e a Morte é certa!
domingo, 2 de dezembro de 2007
Calma
Serás Tu?
Desapego, confusão,
solidão,...
Necessidade de ter ou paixão?
Descoberta,
desejo do corpo,
das palavras,
de uma história nova,
de novas afinidades...
E porquê a inércia
de uma bola de pingue-pongue?
E sempre o rosto,
o olhar e o som,
o anseio pelo toque,
pelo sabor...
o conforto do carinho latente,
a Esperança de que o vazio se vá
e, mesmo que por instantes,
me sinta completa!
Estupidamente,
um sorriso preenche-me o rosto!...
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Sentido!
Que desesperado cansaço...
O lamento silencioso
que muitos fazem ouvir-se!
A prisão global
que nos corrói,
nos fere e nos mata;
O surdo ruído
da voz que se levanta
em uníssono
contestando as grades
e bate, levemente,
nesse pano negro e frio
que nos esconde a vida,
Essa estúpida venda
que nos permitimos usar
e nos acalma...
A calma dos surdos
e dos loucos,
aquela que nos conduz ao nada,
que nos transforma em pedaços
daquilo que poderiamos ser
e nos embala no doce leito do mundo
inventado para não doer,
para não ser
e para não fazer...
Ai putrefacta visão do paraíso!
Belo prazer desfeito em lodo,
Encantador retrato "Doriano",
Ilusão sublime e efémera,
Triste quimera!
Reage povo!
Ergue a tua voz!
Levanta o pano!
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Raízes vs Sementes
Sentes a origem do teu EU?
A Essência do mais profundo que há em ti,
do pior, do melhor,
do relativamente bom
E do provavelmente mau;
A espinha na tua garganta,
O calor que te enche a alma
E te leva pelo Mundo
A força,
O amor,
A tristeza
e a dor de onde vêm?
E a VIDA que te corre nas veias?
Que te transporta até ELES,
os teus Anjos e Demónios,
aqueles que te absorvem
e de quem te alimentas.
Conheces as tuas Sementes?
Liberta-as!
Vive!
Dá e Usufrui!
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Inquietude
Querer alcançar o horizonte e beijar as nuvens no teu olhar.
Beber o teu sorriso e saciar o desejo de entrar em ti.
Com a ponta dos dedos toco os teus sonhos e sinto o pulsar da vida na tua pele suada.
Como um furacão entras em mim e desfolhas todas as minhas inquietudes.
Sopra-me a tua vida ao ouvido, como essência do amor!
Fujo com o olhar para que não me possuas a alma, porém, tola ilusão!
Ela já é tua, mesmo sem saberes…
Entregar-me alucinadamente aos teus lábios e perder-me no teu peito, banhando-me com o teu odor.
Cada segundo da tua ausência leva a perder-me na imensidão dos labirintos do meu pensamento.
Sinto-me desarmada perante o teu invasivo olhar, roubas-me a calma e presenteias-me com o calor de uma lareira na neve.
A tua boca sabe a chocolate branco, que vou saboreando quando me deixas roubar-te, ávida e momentaneamente, os lábios.
Desconcertas-me!
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Lavar o Avante
pousei o peso da bagagem que carregava
e deitei-me de novo no sofá
com o peso da realidade.
Por lá ficou a Magia,
o Frio voltou!
Aquece-me a memória
dessa Fascinante cidade
que são as pessoas,
os cidadãos construtores,
os Camaradas que nos mostram
como é tão boa a Simplicidade,
a alegria de partilhar,
de Ser,
de Ver
e de Gritar com Liberdade!
A Harmonia Natural de estar,
de sentir,...
de VIVER e de CONVIVER!
A Música de cada sorriso
acompanha-me ainda,
a euforia contagiante
do alarido provodado por cada Carvalhesa
e o Prazer expresso em cada um de Nós!...
Agora a água corre pelo meu corpo,
lava os restos dessa Terra,
do suor...
e acorda-me!
O Amanhã será assim!
Ânimo Camarada!
Lava-te! Acredita! Luta!
sábado, 15 de setembro de 2007
segunda-feira, 9 de julho de 2007
quarta-feira, 6 de junho de 2007
quinta-feira, 3 de maio de 2007
O meu olhar prende a liberdade
que encerro no meu interior.
A necessidade de fugir,
de me sentir livre,
de ser eu mesma
está encurralada...
não consegue sair.
Mas afinal,
onde me perdi?
- Será que alguma vez me encontrei? -
Olho para trás e vejo apenas o passado...
Fantasias, ideias,
constrangimento, solidão,
excesso de mim
num mundo sem ninguém...
tristeza,
alegria,
risos incontroláveis de alguém que se perdeu...
viagens infinitas por terras distantes,
por caminhos conhecidos,
sem ninguém...
apenas eu...
E agora onde estou?
Vejo mundos cheios de gente,
cheios de coisas,
de momentos,
instantes que se vão...
e onde estou eu?
Vivo para mim?
... Vivo?
... O que é viver?
(Ontem senti-me só,
livre por instantes,
num mundo sem ninguém...
apenas eu...
eu a sonhar,
a rir-me comigo,
...sem ninguém.
...apenas eu!...)
(26.06.2000)
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Era?
Como,
Corro,
Choro...
Para quê?
Sentes?
Tudo a ir-se,
a esconder-se na penumbra da noite
como se nunca tivesse acontecido...
Sentes?
Os restos secos e metíficos,
a peste triste e dolorosa
que penetra o cérebro,
desde o coração,
e se liquidifica?
Sentes?
A esperança de que volte
e a visão,
permanente,
do vazio profundo,
inquetante,
que te leva ao desespero
e te acalma,
deixando adormecida a ilusão...
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Aranhas?
como as palavras desgarradas de sentimento,
os verbos desferindo lágrimas do meu peito,
a humilhação desnecessária
pela procura da afirmação
de um poder surreal
transmitido pela desacreditação
de capacidades dos demais
e pela ascenção manipulada
de capacidades reais,
subjogadas a opiniões "divinas",
a sublime indecência
de pisar um insecto...
segunda-feira, 2 de abril de 2007
sexta-feira, 30 de março de 2007
que do céu nos trazes água,
porque me separas tão prontamente
daquele a quem minh’alma guarda?
Dá-me luz, oh Branca manhã
para que possa vê-lo ir-se...
e quando dele não mais restar que nevoeiro
dá-me paz para então achar seu paradeiro.
Nada te ofereço, triste manhã Branca;
Não mais do que me dás,
tu que me impedes de caminhar
pelas seguras terras do sonho
onde o nevoeiro não mais é que um beijo
e a procura, o desejo de me fundir noutro corpo...
domingo, 25 de março de 2007
Primevera, Verão, Outno, Inverno... e PrimaveraUm filme de Kim Ki-duk (realizador sul-coreano)
http://www.asia.cinedie.com/spring-summer.htm
terça-feira, 20 de março de 2007
domingo, 18 de março de 2007
SIM
sob a protecção da chuva
e da lua.
Toquei teus lábios palpitantes,
saciando a vontade,
queimando a saudade
que ardia no peito...
...e estremecemos...
O Abraço profundo
que trocamos,
deixando sentir os cheiros,
o calor,
as emoções,...
preencheu, por instantes,
o vazio que nos acompanhava...
E o Amor acordou!
Beleza
"Momento Eterno"
Beijam-se na boca esperando
encontrar a felicidade,
olham-se nos olhos e sorriem...
- Tolos!... Pensam que jamais aquele
momento se perderá...-
Abraços penetrantes,
olhares lascivos,
beijos apaixonados,
palavras eternas...
...de uma realidade efémera.
As lágrimas preenchem-me o rosto,
o Ódio abarca toda a minh' alma...
...Morro, por instantes,
na Eternidade d' um "Momento"...
Cinzas
de um sorriso,
de um olhar,
de um beijo,
de um gesto,
de uma palavra,
de um desejo,
de um segredo,
de um segundo mágico
em que tudo se contrói
e se destrói.
Como a ilusão
de um pássaro que renasce
e nos enfeitiça,
nos deixa sonhar
e continuar a viver;
como uma brisa leve
que nos acaricia o rosto
e nos faz voar
até à eternidade desse instante
em que tudo deixa de existir...
E a realidade não passa de um sonho.
E a vida...
a vida
é a actriz principal
num conto
sem narrador.
Palavras Proíbidas
de uma expressão,
de um desejo,
A incansável vontade de descobrir
o mistério envolvente
da beleza visível,
o encanto do desconhecido
aparentemente inatingível,
supremo,
divino,
magnífico!...
Uma palavra,
um gesto,
o tempo,
a destruição de nós próprios,
a mutação inevitável,
a revelação constante,
a ausência presente do Amor
esvaído por entre os minutos gastos da vida.
A Morte instantânea, simples
e definitiva?
O vazio,
a dor da perda,
a impotência.
Fim?
A Complexidade da Simplicidade
O público aplaude.
Fim do espectáculo.
As peles são novamente despidas.
Fica a crua realidade.
Um nada cheio de tudo,
Um Mundo Artificial
repleto de profundos enganos,
de vontades escondidas
nos recantos da mente.
Esquemas, teoremas, deduções, ...
E cada história
é repetida,
indefinidamnte,
calculada minuciosamente...
Acção!
As luzes acendem
de novo...






