sexta-feira, 30 de março de 2007

Branca manhã de Inverno
que do céu nos trazes água,
porque me separas tão prontamente
daquele a quem minh’alma guarda?

Dá-me luz, oh Branca manhã
para que possa vê-lo ir-se...
e quando dele não mais restar que nevoeiro
dá-me paz para então achar seu paradeiro.

Nada te ofereço, triste manhã Branca;
Não mais do que me dás,
tu que me impedes de caminhar
pelas seguras terras do sonho
onde o nevoeiro não mais é que um beijo
e a procura, o desejo de me fundir noutro corpo...

Nenhum comentário: