quarta-feira, 11 de abril de 2007

Era?

Respiro,
Como,
Corro,
Choro...

Para quê?

Sentes?

Tudo a ir-se,
a esconder-se na penumbra da noite
como se nunca tivesse acontecido...

Sentes?

Os restos secos e metíficos,
a peste triste e dolorosa
que penetra o cérebro,
desde o coração,
e se liquidifica?

Sentes?

A esperança de que volte
e a visão,
permanente,
do vazio profundo,
inquetante,
que te leva ao desespero
e te acalma,
deixando adormecida a ilusão...

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Aranhas?

As teclas frias congelam-me a alma
como as palavras desgarradas de sentimento,
os verbos desferindo lágrimas do meu peito,
a humilhação desnecessária
pela procura da afirmação
de um poder surreal
transmitido pela desacreditação
de capacidades dos demais
e pela ascenção manipulada
de capacidades reais,
subjogadas a opiniões "divinas",

a sublime indecência
de pisar um insecto...

segunda-feira, 2 de abril de 2007