quinta-feira, 3 de maio de 2007

Dá à vida e à morte
o significado de tudo,
envolve-as em papel de embrulho
e guarda-as junto ao peito.

Lembra-te do amor e do ódio.
Dá-lhes o significado de nada,
envolve-os em teus dedos
e beija-os...
Eu

O meu olhar prende a liberdade
que encerro no meu interior.
A necessidade de fugir,
de me sentir livre,
de ser eu mesma
está encurralada...
não consegue sair.

Mas afinal,
onde me perdi?
- Será que alguma vez me encontrei? -

Olho para trás e vejo apenas o passado...
Fantasias, ideias,
constrangimento, solidão,
excesso de mim
num mundo sem ninguém...
tristeza,
alegria,
risos incontroláveis de alguém que se perdeu...
viagens infinitas por terras distantes,
por caminhos conhecidos,
sem ninguém...
apenas eu...

E agora onde estou?
Vejo mundos cheios de gente,
cheios de coisas,
de momentos,
instantes que se vão...
e onde estou eu?
Vivo para mim?
... Vivo?
... O que é viver?

(Ontem senti-me só,
livre por instantes,
num mundo sem ninguém...
apenas eu...
eu a sonhar,
a rir-me comigo,
...sem ninguém.
...apenas eu!...)

(26.06.2000)