A música tocava assim
mais uma vez!
e mais essa vez chorei...
Não te vi.
Não vieste.
Ficaste escondido
Mais uma vez...
Agora, sozinha,
calma e desencorajada,
deixo-te vir, dizer,
querer...
Mas não te vejo,
não te sinto.
sou eu quem não está!
E a música toca baixinho
Ali,
onde a minha alma dói,
onde adormeço o coração
e engano os acordes...
que não pararam,
que não quero ouvir,
que afasto para que não me toquem.
E a névoa transforma-se em vento
e leva os sonhos que sonhei,
os lábios que beijei,
o doce toque da tua voz
e a melíflua melodia
que já não me embala
que me trespassa
com suas notas afiadas
e me deixa à mercê
dos meus desejos
onde, tranquilamente,
me perco
no teu sorriso,
na doçura do teu olhar
puro e natural,
na loucura energética
que te dá vida
e me envolve...
Aqui vem!
Ouves?
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Tempo
Tudo levas,
tudo trazes,
tudo tiras
e tudo dás
E a alma chora porque passas
tudo trazes,
tudo tiras
e tudo dás
E a alma chora porque passas
e grita porque te vais
porque ficas e porque existes.
Amado, excomungado,
desejado, amaldiçoado,
Desesperante e ainda assim,
Eterno!
Aquele que sendo efémero
Permanece,
Nos rouba e nos enriquece
com presentes do passado
que o futuro guardará...
As pessoas, os momentos,
A vida!
E o mundo gira,
O vento sopra...
Nasce uma criança!
Um choro,
Um riso,
O doce perfume do tempo...
O doce perfume do tempo...
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