Embalo ao som de um olhar...
Bebo da tua sede,
enfeitiçada pela tua voz
e pelos suaves movimentos
que deixas fluir,
Absorvo-te!
Incorporas-me,
deixando apenas
entrever-se uma réstia
de mim
e de ti,
daquilo que fomos
e que nos dá agora as asas
para o que viremos a ser...
Embebida em ti,
escuto somente o agora!
Desataviada do mundo...
E tocam as pedras da calçada
essa melodia que ecoa
nas ruas coloridas
que percorro,
Passando sempre naquela
que está paralelamente colocada
na direcção da tua...
Cheiro a brisa matinal
do mar,
que nos cinge com seus braços
e espero pelo teu beijo,
que suba pela muralha
que o refreia!
Finalmente a curva causa o cruzamento
e Respiro-te!
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
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