E quando quero escrever?
E quando não respiro?
E quando nada faz sentido?
E quando tudo parece tão distante
que me trespassa a pele,
os pulmões
e a alma?
E quando o sol
que me aquece a cara
me gela o âmago?
E quando o olhar para além do horizonte
me toca?
Estremeço!
Toda eu estremeço!
Nada, ninguém,
e Eu!
e todos, e tudo!
Aqui!
Agora!
A fugaz sensação de caos
e harmonia
completamente esvaída
em partículas de pensamentos,
partículas de espaço
e de tempo,
Zero!
Infinitamente Zero!
Olho de novo,
sinto cheiros,
sons
e a brisa suave do final da tarde...
É o mundo!
Aquele que me foge,
o que me prende
e agita,
o impermanente
que me chama,
me desperta
e me devolve a mim,
Exausta!
Ainda trémula,
mas Real!
domingo, 3 de maio de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Esperança
Um deserto de sensações,
Um turbilhão de pequenos grãos de areia
que se levantam,
Irados!
E me afogam em seu seio.
Coberta, quente, inerte!
Aqui permaneço,
Vazia,
Repleta de memórias,
momentos, instantes,
pequenos “nadas” de energia
desfeitos!
O transporte partiu!
Sem mim…
Possuir?!
A efémera sensação,
A volúpia disfarçada
em cada gesto,
O negro manto que nos protege,
deixando-nos à mercê
da permanente impermanência
que nos acompanha
em cada dia,
silenciosa e impiedosa!
O doce sabor de tudo o que é incerto
abriga os pensamentos
e a certeza
de que amanhã
não voltarei aqui!
Onde a mancha
se desfaz,
impregando-se em tudo,
esgueirando-se
até à próxima estação…
Um turbilhão de pequenos grãos de areia
que se levantam,
Irados!
E me afogam em seu seio.
Coberta, quente, inerte!
Aqui permaneço,
Vazia,
Repleta de memórias,
momentos, instantes,
pequenos “nadas” de energia
desfeitos!
O transporte partiu!
Sem mim…
Possuir?!
A efémera sensação,
A volúpia disfarçada
em cada gesto,
O negro manto que nos protege,
deixando-nos à mercê
da permanente impermanência
que nos acompanha
em cada dia,
silenciosa e impiedosa!
O doce sabor de tudo o que é incerto
abriga os pensamentos
e a certeza
de que amanhã
não voltarei aqui!
Onde a mancha
se desfaz,
impregando-se em tudo,
esgueirando-se
até à próxima estação…
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